quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Façam manutenção de vias, por favor!






Façam manutenção de vias, por favor!

Os alertas vermelhos, laranjas e amarelos voltaram à ordem do dia. Agora não pelo calor e pelos fogos habituais na estação seca mas por causa das chuvas, do vento, do granizo e de todas as intempéries próprias da época presente e as mais inusitadas como a "Hércules".
E com a chuva chegam as cheias! Sim, porque mal caem três gotas as nossas estradas, ruas e ruelas mais parecem um rio a transbordar das margens. E, como consequência do mau tempo, vem também o inevitável  aumento da sinistralidade rodoviária.
O inevitável que se poderia evitar caso os organismos  competentes,  isto é as  Câmaras Municipais, o Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias, o Instituto das Estradas de Portugal, e todas as suas concessionárias e sub concessionárias, fizessem o que realmente lhes compete mantendo as vias de circulação em bom estado e limpas.
É fácil e cómodo culpar sempre o condutor, não é? Sim, porque se não conseguir controlar o veiculo é porque vinha em velocidade excessiva ainda que  não passasse dos 30 km/h, numa rua empedrada, com buracos cheios de água, logo sem conseguir aperceber-se da sua existência, e barrada com “manteiga”.
Pois é, é tempo de os responsáveis pela limpeza das vias não esperarem pelas primeiras chuvas para fazer aquilo que é da sua competência evitando assim um grande número de acidentes e contribuindo para a melhoria e decréscimo da sinistralidade rodoviária.

Quanto ao Instituto das Estradas de Portugal deveria de fiscalizar as suas concessionárias, sobretudo no respeitante às auto-estradas ( ainda há por quem lá passe) obrigando-as a diminuírem o aquaplaning e o efeito de spray, com que nos deparamos, em tempo de pluviosidade mais ou menos intensa. Todos sabem que é meio caminho andado para o acidente, menos os responsáveis ao que parece.

Teresa Lume

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Telemóvel : com mãos ou sem mãos?




Telemóvel : com mãos ou sem mãos?

Apesar de se falar nisso há décadas, os estudos sobre a acidentologia rodoviária e suas causas são praticamente inexistentes em Portugal. Daí procurar muitas vezes na internet o que vem de fora tendo descoberto um  estudo feito nos E.U.A. sobre o uso dos telemóveis durante a condução.
 Este estudo patrocinado pelo Insurance Institute for Highway Safety e levado a cabo pelo . Highway Loss Data Institute, uma organização sem fins lucrativos financiada pela indústria de seguros de automóveis, em 2010, assentou na comparação entre os Estados que proibiram o uso do telemóvel ,  excepto no sistema mãos livres, como acontece por cá, e naqueles em que esta proibição é inexistente.
Neste estudo comparativo chegaram à conclusão que a taxa de acidentes rodoviários, cuja causa se atribuía ao facto de o telemóvel requerer o uso continuado de uma das mãos,  é a mesma  em ambos os casos: quer para os Estados em que existe tal proibição, quer nos outros em que não foi aplicada a lei. Ou seja, não há qualquer indicação – sugere este estudo – que os dispositivos mãos-livres contribuam para reduzir os acidentes rodoviários ou a sua utilização seja menos arriscada, pois o que está em causa é a distracção do condutor e não o uso do telemóvel por si só que está na origem dos acidentes. E esta distracção provém de inúmeros factores como programar o GPS, conversar com a pessoa sentada ao lado, ou mudar simplesmente de canal de rádio. Russ Rader, porta-voz do Insurance Institute for Highway Safety, adianta que há abordagens mais eficazes para uma condução mais segura, reflectida depois na diminuição dos acidentes rodoviários, do que somente aprovar leis para proibir o uso dos telemóveis ou mesmo de outro tipo de equipamentos que os automóveis possuem  hoje em dia.
Já outro assunto é enviar mensagens enquanto conduz! Aqui não só o distrai como nem sequer olha para a estrada, o que torna este hábito verdadeiramente perigoso e mesmo fatal!

Teresa Lume